Lugar Nenhum

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Lugar Nenhum é um incosistência aparente, como quando os paradoxos surgem, mas não figuram nada. Lugar Nenhum pode ser um lugar, um sentido, um estado. Quando quando o som da chuva aparta o sono, ou quando o silêncio quebra-se estarrecedor: um estrondo, uma porta fechada, um sorriso aberto... uma viagem ;)

Lugar Nenhum

Quero que me digam quando chegarei, Por que sozinho não posso... Possuo meia dúzia de meias-palavras, Que me servem de consolo quando choro.

Apartam meu silêncio, me carregam no colo...

Quero não ouvir minhas lamúrias, Para quando eu chegar poder me sentar E ouvir em silêncio meus lamentos: Da fase escura, a outra face da Lua. Como o vento vem trazer o assovio, O qual não ouço mas escuto.

E apartam meu sofrimento, me enganam em coro...

Não vejo uma saída, apenas uma parede escura. Acolho a cor da rua e, em silêncio, Anuncio minha derrota: Um instante a mais, não mais me segura.

E...

Não sei o que é verdade, Mas quando digo a alguém Que terminei em verdade, Por isso já não sei...

Ouvi um estrondo: Um porta fechada, Um sorriso aberto, Um copo quebrado, O corpo desnudo...

Não ouço mais ninguém, Porque vou a lugar nenhum.

Nenhuma parte de mim sabe onde me encontrar. Minha mente se foi, E se mente, não sei

Apenas sei que sou a sombra de ninguém, Porque vou a lugar nenhum.

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