Minuta
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Uma pequena nota sobre um sonho muito comum.
Minuta
Quero que diga a ela que estou à deriva sem vela e sem rumo, procurando a luz do farol do fim do mundo.
Rumo sem direção procurando enxergar sinais escondidos em algum lugar que não consigo alcançar...
De repente, atraco em lugar algum e rastejio sobre as ondas, engolido pelas espumas de suas areias deixando minhas marcas se apagarem e destituindo minha história...
E finalmente, ao chegar, desmaio e sonho (deliro) intensamente sobre o que teria sido se não houvesse esta minuta para clarear a minha vitória (derrota).
Sinto-me perdido e não há sinais de um futuro encontro, apenas palmeiras aradas pelo vento e uma fauna muito escassa, para meu desespero...
A solidão, finada, toma seus cuidados e envolve-me como um cobertor: aquece-me a alma e devora meu rancor.
Os dias em que vivi demonstrei indiferença e a realidade, nua e crua, nunca me alcançou e assim, deixei-me levar pelos becos da vida
E sozinho percebo que finalmente chego ao fim, para brindar minhas venturas aparecendo dissecado e desaparecido para mim mesmo.
E tudo não passou de um sonho, algo que não pudesse ser colocado como uma minuta para minha lembrança de um sonho deslocado resistindo por um fio de esperança.