Consolação
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Às vezes minha casca dura me impede de ver o que há por dentro, de enxergar o que é real e entender o tempo.
Muitas vezes me enganei por inteiro, por acreditar no que parecia ser bom, ao invés de pensar e analisar situações que não compreendo.
Às vezes sou pego de surpresa, tentando entender os meandros do vento que me trazem a este estado, encostando-se a meu lado e soprando-me pensamentos.
E de repente tiro minhas mãos do bolso e saco o que parece ser um argumento: parecido com o cimento da calçada em que piso e me revisto, surpreso...
As aparências pálidas de minhas mãos, não mais revelam as minhas virtudes: apenas apresentam os sinais e trajetórias que me trouxeram até aqui.
E continuo:
Olho as pedras na calçada e as associo com aos meus medos: algumas são maiores, outras sem dimensão, chuto-as e atinjo verdades antes escondidas... na escuridão de meus medos.
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