Sem Mais Palavras

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De longe, essa é uma das músicas mais frugais que escrevi com o Marco Aurélio. É basicamente um tipo de reflexão, escrita em forma de poema e com uma melodia bem básica. Ela fala sobre amizade, amor e conflitos. Ainda hoje, para mim, permanece como um tipo de incógnita, a qual não teimo em resolver ou determinar um valor simplesmente porque ela tem um significado atemporal e não depende de um contexto único. Com certeza é a que mais gosto (de todas), é que mais me faz pensar. Sobre as marteladas ao fundo, isso tem até uma história: sempre que gravávamos nossas músicas, ou o pai do Marco estava dando alguma martelada em alguma coisa ou eram as calopsitas que estavam a cantar. Então, todas as nossas gravações tinham algum tipo de sonoplastia... Desta vez, não foi diferente, havia um pedreiro dando suas marteladas por alí. Mas não me importo, porque de certa forma, isso confere à música um tipo de clima que contextualiza a letra, como se fosse um "lapso instantâneo", um pensamento mesmo.

Sem Mais Palavras

Letra: Marco Aurélio Melodia: Carlos Frederico

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Essa não é a forma correta, não é nenhuma encruzilhada Mas são dois destinos incertos, da mesma forma como eu penso... São muitas partículas positivas que tendem sempre a se afastar.

Duas ou três forma de pensar, que parecem não se encontrar Em nenhum momento relativo, um choque ou um lapso instantâneo...

Não lhe disse o que eu penso da vida, E isso aqui não é só pensar. Sentar na rua debaixo de chuva, Por duas razões ainda incertas...

Filosofando o que leva um mais um... formarem três - quando não, uns quatro Ou quando apenas era para distrair, na certeza de entrar em um rumo certo...

Agradecendo por tudo, por vocês e por mim... E ver que não é bem assim. Não é legal agir sozinho, Sem saber que nunca fui bem assim!

Se não fosse assim, seria pior: Seríamos como pontas opostas, Improváveis de tocar e sentir que a seu lado também é pura amizade!

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